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Cristiny On Line
Maceió-AL
No dia 03 de janeiro, quinta-feira, ocorreu uma reunião entre secundaristas de Maceió. Somamos doze, um número razoável se levarmos em consideração a dispersão que as férias causam nos estudantes, pois muitos viajam e a comunicação se torna mais difícil. Participaram estudantes de três escolas, entre elas: Cefet-AL, Contato(particular), Madalena Sofia(particular).
Os estudantes tiveram uma longa conversa a respeito da formação de um novo coletivo, sua organização e atuação. Os estudantes do Cefet já haviam se organizado em torno de um coletivo, MUDE - Movimento Unificado em Defesa dos Estudantes-, esse formado há seis meses, devido à inoperância do grêmio. Desde o iníco, a proposta do coletivo era expandir-se para nível estadual, com o ingresso de secundaristas de outras instituições, mas o movimento ficou restrito ao Cefet e suas lutas, como o combate aos IFET's. Espontanemente, surgiram interesses em estudantes de uma escola particular na formação de um movimento para a luta por causas pontuais. Alguns deles, junto aos estudantes do Cefet, propuseram a expansão do coletivo do Cefet e como sequência a construção de um coletivo influente no âmbito regional. Os membros do coletivo do Cefet concordaram e também se dispuseram à sua construção.
Na reunião realizada, podemos dizer que houve um relativo avanço no debate sobre a importância do movimento, na politização de companheiros, na nossa formação teórica e atuação. Também tomamos algumas decisões acerca da organização, como manter o nome do coletivo criado no Cefet, produzir materiais gráficos (jornais e panfletos), nos reunir ordinariamente a cada quinze dias. Sem grandes alarmes, posso afirmar que se trata de um momento histórico no luta secundarista de Alagoas. Tudo nos leva a crer que estamos dando um grande passo para crescimento do movimento estudantil alagoano e para a luta por uma educação democrática e uma sociedade mais justa. Começamos bem o ano, e não faltarão lutas: o aumento da passagem vem aí, o Reuni passou sob repressão e marginalização do movimento estudantil e a ameaçam os demais decretos que ferem a educação pública e de qualidade e sua autonomia. No mais, é seguir em frente, unificar a luta, fortalecê-la. Levante essa bandeira!
"Organizar a esperança, conduzir a tempestade, romper os muros da noite. Criar sem pedir licença, um mundo de liberdade" (Pedro Tierra)