Agenda virtual que pincela o cotidiano de lutas de jovens secundaristas ávidos por uma sociedade democrática e igualitária. Levantamos a bandeira do classismo e reinvidicamos uma educação gratuita e de qualidade. Lutemos!
Histórico:

- 17/02/2008 a 23/02/2008
- 30/12/2007 a 05/01/2008
- 23/12/2007 a 29/12/2007



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Sucateamento não!

Diego Rodrigo

Grêmio Estudantil Cabanagem - CEFET-PA

 

Novo ano letivo, calouros, sangue novo, mas todos nós sentimos na pele o descaso, o sucateamento dos materiais e laboratórios em nossas instituições (seja ela federal ou estadual), porém essa situação pode mudar.

Um ensino de boa qualidade não poderá ser feito com materiais enferrujados, com equipamentos defasados muito menos com reagente vencidos. Sentimos a necessidade de aprender a trabalhar com equipamentos que realmente vamos ver na indústria, e todos esses equipamentos e materiais devem ser cedidos por suas respectivas coordenações de curso. É totalmente inadmissível o estudante para concluir uma disciplina técnica seja obrigado a comprar os materiais que deveriam está a sua disposição (Ocorrido com a turma de Eletrônica em 2006 no CEFET-PA)

Como pode um estudante proveniente de uma família de baixa renda, que às vezes mal tem o dinheiro da condução para o estabelecimento de ensino, ser obrigado a comprar placas no valor de R$ 20,00 a cada duas semanas? Aonde estão as verbas do governo(federal/estadual)?

Devemos nos organizar e não deixar com que esses problemas de sucateamento de laboratórios e materiais além do descaso com o estudante afete a formação, podemos citar outros problemas que a primeira vista podem parecer não ter significância alguma como horários vagos, iluminação, conservação das salas de aula. Comecemos por aí, unir-vos.

O movimento estudantil urgentemente de renovação e, só você aluno, assim como eu, sabe as deficiências de sua turma, curso, escola, município, estado e do nosso humilde Brasil. Vamos reviver o movimento sem UBES/UNE!!

 



- Postado por: secundas às 22h19
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Ampliação da luta em Alagoas

   

    

                                      

 

 Maceió-AL

     No dia 03 de janeiro, quinta-feira, ocorreu uma reunião entre secundaristas de Maceió. Somamos doze, um número razoável se levarmos em consideração a dispersão que as férias causam nos estudantes, pois muitos viajam e a comunicação se torna mais difícil. Participaram estudantes de três escolas, entre elas: Cefet-AL, Contato(particular), Madalena Sofia(particular).
     Os estudantes tiveram uma longa conversa a respeito da formação de um novo coletivo, sua organização e atuação. Os estudantes do Cefet já haviam se organizado em torno de um coletivo, MUDE - Movimento Unificado em Defesa dos Estudantes-, esse formado há seis meses, devido à inoperância do grêmio. Desde o iníco, a proposta do coletivo era expandir-se para nível estadual, com o ingresso de secundaristas de outras instituições, mas o movimento ficou restrito ao Cefet e suas lutas, como o combate aos IFET's. Espontanemente, surgiram interesses em estudantes de uma escola particular na formação de um movimento para a luta por causas pontuais. Alguns deles, junto aos estudantes do Cefet, propuseram a expansão do coletivo do Cefet e como sequência a construção de um coletivo influente no âmbito regional. Os membros do coletivo do Cefet concordaram e também se dispuseram à sua construção.
     Na reunião realizada, podemos dizer que houve um relativo avanço no debate sobre a importância do movimento, na politização de companheiros, na nossa formação teórica e atuação. Também tomamos algumas decisões acerca da organização, como manter o nome do coletivo criado no Cefet, produzir materiais gráficos (jornais e panfletos), nos reunir ordinariamente a cada quinze dias. Sem grandes alarmes, posso afirmar que se trata de um momento histórico no luta secundarista de Alagoas. Tudo nos leva a crer que estamos dando um grande passo para crescimento do movimento estudantil alagoano e para a luta por uma educação democrática e uma sociedade mais justa. Começamos bem o ano, e não faltarão lutas: o aumento da passagem vem aí, o Reuni passou sob repressão e marginalização do movimento estudantil e a ameaçam os demais decretos que ferem a educação pública e de qualidade e sua autonomia. No mais, é seguir em frente, unificar a luta, fortalecê-la. Levante essa bandeira!

 

"Organizar a esperança, conduzir a tempestade, romper os muros da noite. Criar sem pedir licença, um mundo de liberdade" (Pedro Tierra)



- Postado por: secundas às 18h38
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CTUR(RJ) - VENHA PARA A LUTA COM A GENTE!

Natália Cunha
Presidente do Grêmio Estudantil - CTUR

   O Colégio Técnico da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, onde eu estudei durante três anos, fica em Seropédica, onde tudo é mais difícil. A cidade só existe por causa da universidade, existe apenas uma linha municipal que corta 3 dos 28 bairros da cidade, sem falar da desunião e briga histórica dos colégios estaduais com o CTUR.
Voltando ao colégio, algumas coisas devem ser levadas em consideração, como o direito que não temos da gratuidade nos ônibus, como o apoio que não temos da direção do colégio, como a morosidade que temos pra resolver problemas na universidade, mais isso são coisas que já se tornaram normais na vida de muitos estudantes pelo país, não? Para se ter uma noção, direção do colégio, este ano foi tão autoritária que não nos deixou participar do Conselho de professores, no qual seria votado o IFET. Gostaria de detalhar cada situação citada, mas devido aos tempos, se faz mais urgente me ater ao último.
   Sem apoio, procuramos algo que pudesse nos ajudar e nesse caso foi o regimento interno da escola, que nos garantia 1/5 de participação do total de professores efetivos da escola, logo tivemos 9 cadeiras neste conselho. A votação para os conselheiros discentes que participariam, foi lenta, uma vez que quem a presidia era um dos coordenadores do colégio, ou seja, um membro da direção. Quando eleitos, fomos impedidos de entrar na sala do conselho.
    O mais interessante é que isso também está ocorrendo em todo país com o REUNI, mas nesse caso, quem impede os estudantes é a polícia e a votação e feita a portas fechadas. Como se não bastasse, o IFET é o decreto 6095 e o REUNI é o 6096, assim percebemos a semelhança entre os decretos e que havia algo errado.
Depois de vários dias de discussões com os estudantes, de sala em sala, no intervalo, no almoço, no msn, orkut, onde houvesse possibilidade, tiramos nossa posição: SOMOS CONTRA O IFET e assim fomos defender nossa educação. Assim, não teve quem impedisse! Entramos no Conselho de Professores correndo o risco de sermos expulsos do colégio, mas permanecemos lá, fizemos com que os professores validassem nossa participação. Barramos o IFET com 29 votos.
   E é claro que muitas vezes, pensamos em desistir, em deixar nas mãos dos professores, mas se fizéssemos isso, assinaríamos um atestado de incompetência e não teríamos participação alguma no futuro da educação do nosso país e isso não deve ser o desejo de nenhum estudante. Então, para os que não acreditam que possam participar desse processo de decisão do próprio futuro: coragem, porque o convite para votarem o IFET nunca vai chegar, as direções não pedirão a opinião de vocês e sempre que puderem, vão barrar sua entrada. E vocês são os únicos que melhor podem lutar pelos próprios direitos.
   Logo, UNIÃO é tudo que vocês precisam pra começar a defesa por uma educação de qualidade! Não tem apoio? O conselho está barrando a porta? Difícil crer que com vários alunos não consigam abri-la. Eles votarão com vocês mesmo dentro de sala? Quem consegue votar alguma coisa com uma legião gritando dentro de uma sala? Vocês têm voz, atitude e capacidade para defenderem o que quiserem. No entanto, primeiro é necessário ter união. Sorte a vocês Brasil a fora, porque se nós, simples estudantes de um colégio tipicamente rural do interior do estado do Rio conseguiram, porque vocês não poderão?

Educação não é MERCADORIA e não se faz por DECRETO!
Lutemos por uma Educação de Qualidade.

 



- Postado por: secundas às 20h10
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IFET é barrado em escola carioca

 
 
O decreto 6.095, mais conhecido como IFET, foi barrado no Conselho do Colégio Técnico da Universidade Rural, colégio localizado no interior do estado do Rio de Janeiro e pertencente à UFRJ.

A administração do colégio ultilizou-se de uma técnica admitida por algumas universidades na tentativa de aprovar o REUNI: fazer a votação do IFET em período de férias, para previnir "interrupções". No entanto, a tática não deu muito certo. Nem todos os professores compareceram devido às festas de fim de ano, logo a votação ficou contando com 29 votos contra, 6 a favor e 5 abstenções.

Essa vitória só foi possível com muito esforço, coragem, entrando em conselho, encarando diretor e opositores, pesquisando direitos que nem se tinha conhecimento... Portanto, concluímos que se o CTUR pôde, todos podem e devem ao menos tentar repetir o feito em suas escolas! Essa foi uma injeção de ânimo a todos aqueles que estão na luta contra essa afronta à educação pública, provando que é necessário lutar e é possível vencer. Parabenizamos os companheiros e não nos retiramos das trincheiras!



- Postado por: secundas às 20h08
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CEFET-AL : Por que ser contra os IFET's?

 
Os IFET’s são Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia. Eles fazem parte do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) do Governo Lula. O objetivo é transformar os atuais CEFET’s, Escolas Técnicas e Agrotécnicas em IFET’s para que atuem de forma integrada entre si. Junto com essa transformação está prevista a expansão do ensino profissionalizante no país que visa praticamente triplicar o número de matrículas na educação profissional.

Sendo assim, porque ser contra os IFET’s? Vamos dar alguns motivos para isso:
1. O Projeto de Lei Complementar 01/2007, seguindo a lógica do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), limita os investimentos com pessoal até 2016 enquanto 150 novas escolas serão construídas para atender a demanda dessa modalidade de ensino só nos próximos quatro anos. Não haverá servidores suficientes para desempenhar com sucesso os trabalhos referentes à educação profissional em todos estes novos prédios criados. A questão não é se posicionar contra o aumento das vagas na educação profissional e tecnológica e sim contra o sucateamento da mesma, que com certeza acontecerá caso a expansão seja feita de forma irresponsável e desordenada como está sendo proposto;
2. O decreto que cria os IFET’s abala profundamente a democracia interna desses institutos, pois até os seus futuros Reitores irão ser nomeados pelo Presidente da República assegurando que as direções dessas entidades atendam aos interesses do governo e não aos das comunidades escolares que serão diretamente afetadas por suas administrações;
3. A implementação dos IFET’s, como do resto do PDE, está sendo feita de forma autoritária (por decreto), sem a devida discussão com estudantes e servidores. Os principais interessados não estão tendo o direito a decidirem se são a favor ou contra. A maioria dos estudantes, e até de servidores nem sabem da existência do decreto que já é uma realidade gritante;
Essas instituições terão como futuro juntarem-se aos muitos espaços, mantidos com os dinheiros públicos, que servem aos interesses de empresários em suprir mão de obra desqualificada para cobrir suas necessidades específicas e serem descartadas em médio prazo.
Por esses e inúmeros outros motivos os estudantes devem dizer um grande NÃO a esse decreto autoritário e nocivo.


- ABAIXO OS IFETS!
- EDUCAÇÃO NÃO SE FAZ POR DECRETO!
- AUMENTO DO NÚMERO DE VAGAS SÓ SE FOR COM QUALIDADE!


- Postado por: secundas às 20h08
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Vende-se ETES por decretos

 

 

Lolita Rehder, ETESP/SP-SP
lolitarehder@hotmail.com

Este ano, as Escolas Técnicas Estaduais de São Paulo conheceram um mestre na arte de sucatear a educação. Seu nome é José Serra e sua arte atende por Decretos, os mesmos que atacaram as universidades paulistas e foram barrados por elas. O fato é que nós, secundaristas, estávamos na luta universitária, mas acabamos tendo que amargar uma derrota política no nosso setor, devido nossa histórica desorganização. No entanto, isso são águas passadas. Simultâneo à bomba, veio a mobilização: montamos o Comitê de Luta das ETES, o COLETES, que serve como elo de ligação entre todas as ETES, para saber suas respectivas realidades e estudar formas de alterá-las, além de claro, barrar os Decretos que precarizam o ensino.
Assim, o COLETES realizou no dia 23 de maio, dia nacional de lutas, o Trancaço no campus da ETESP/FATEC (campus principal), inviabilizando as aulas por um dia completo. O ato contou com participação de cerca de 15 ETES e 3 FATECs, o que contabiliza mais de 700 alunos, representando uma grande vitória, já que a poucos meses, nem sabíamos o caminho para outras Escolas Técnicas Estaduais.
Os Decretos nos atacam da seguinte forma:

1...colocam o Centro Paula Souza (autarquia responsável pelas ETES e FATECs), na Secretaria do Desenvolvimento, que nada tem a ver com a Educação.

2...mudam nosso nome para ETEC (mudança justificada pelo governador via e-mail, que era para “rimar com FATEC”). Na verdade, ETEC significa Escolas Técnicas, nos deixando a deriva de definições e facilitando as PPPs (parceria público privado, a famosa abertura estatal para que as empresas possam mostrar sua generosidade!)

3... proíbem contratar funcionários (várias ETES ficaram com desfalque de professores por causa disso). DECRETO BARRADO PELAS UNIVERSIDADES E QUE NOS BENEFICIOU.

Entre outras alterações que na prática, causam os efeitos desastrosos que cito agora.

. Estão abrindo cursos a torto e a direito sem o mínimo investimento, ou seja, sem mais professores, funcionários, laboratórios e muitas vezes sem salas ou prédios, dado que em algumas unidades, de manhã o prédio funciona como ETE e de noite como FATEC, mostrando o despreparo para se conduzir os cursos.

. Criou-se um espécie de TELECURSO TEC, uma tentativa de se ensinar técnicos a distância, utilizando uma faixa do horário da Rede Globo. Convenhamos, se o ensino muitas vezes é falho nas escolas, imagina aprender através da televisão.

. A Parceria Público Privado é uma armadilha! Tira do Governo a responsabilidade de manter as escolas com seu dinheiro e abre as portas para as empresas. A partir do momento que se dá a liberdade para as empresas financiarem os cursos, elas estarão procurando uma forma de obter lucro, privilegiando cursos e mudando o currículo destes, para que fique mais barato e mais vantajoso. Vão transformar nossas escolas em balcões de negócios e seus alunos, ou seja NÓS, em mercadoria!

Não é difícil perceber que o projeto do governo não é nada menos que transformar as ETEs, referências estaduais e nacionais de escolas públicas de qualidade, em meros escolões aglomeradores de estudantes. E é exatamente isso que não permitiremos. É para você, estudante e trabalhador, que direcionamos nosso chamado. Venha defender o que é seu por direito. Venha lutar pela possibilidade de extensão dos seus estudos. Venha para o COLETES!


- Postado por: secundas às 20h06
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Vem pra luta, vem, contra os decretos!

Lolita Rehder, ETESP/SP-SP

  A atuação do Comitê não pára por aí. Levamos o Plebiscito Popular para todas as unidades que tínhamos contato e o mesmo na questão da Marcha para Brasília, conseguindo levar ônibus para a manifestação. Isso demonstra um alto nível de politização de nossa vanguarda, que possui um grande potencial para crescer e crescer!
  No mês de setembro, o governador Serra veio para um evento da polícia militar, bem em frente ao campus ETESP/FATEC. Logicamente, aproveitamos o momento para protestar contra os famigerados Decretos. Apesar de haver somente secundaristas, salvo um ou outro fatecano, a Folha Online noticiou que ‘estudantes da FATEC protestam contra Serra’. O governador respondeu que não entendia a insatisfação, já que está executando um amplo processo de criação de FATECs. Tenham medo do milagre da multiplicação, pois já sabemos que são feitos de forma irresponsável e com única intenção de transformar-nos em palanque eleitoral.

Veja o vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=BK6Y7g8Q6O4


 



- Postado por: secundas às 20h04
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